Setor rural estima aumento de 15,6% no Valor Bruto da Produção Agropecuária

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  • 02/09/2015 11h32
  • São Paulo

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) deve atingir R$ 522,52 bilhões no final deste ano, com crescimento de 15,6% em relação aos números obtidos no ano passado. 

De acordo com a CNA, o desempenho positivo tem relação direta com o aumento de produção das principais lavouras e criatórios, como algodão (12,2%), amendoim (22,2%), cacau (15,5%), café (10,6%), cebola (41,4%), laranja (13,7%), trigo (13,2%) e frango (60,5%). 

 

A avaliação técnica do setor rural é que, mantido o cenário atual, a área agrícola deverá faturar este ano R$ 310 bilhões, valor 10,2% superior ao registrado em 2014. Um dado relevante diz respeito à soja, com ganho previsto de 14,7% e valor total de R$ 103,5 bilhões.

O relatório do Produto Interno Bruto publicado na semana passada pelo IBGE confirma os números.

Segundo o IBGE, na comparação com o mesmo período do ano passado, o setor agropecuário foi o único a apresentar alta, de 1,8%. De acordo com o instituto, o bom desempenho de alguns produtos com safra no segundo trimestre e a produtividade contribuíram para o resultado. Em um ano, houve crescimento de 11,9% para a soja, 5,2% para o milho e 4,4% para o arroz. A produção de café e feijão caiu 2,2% e 4,1%, respectivamente.

Em contrapartida, o Produto Interno Bruto do Brasil teve queda de 1,9% no segundo trimestre de 2015, na comparação com o primeiro trimestre, O Produto Interno Bruto do segundo trimestre de 2015 ficou 2,6% abaixo do que foi registrado no mesmo período do ano passado. A queda do PIB em relação ao trimestre anterior é a maior desde o primeiro trimestre de 2009.

A maior queda foi registrada na indústria, que teve redução de 4,3% na comparação com o primeiro trimestre deste ano. A agropecuária teve queda de 2,7% e o setor de serviços recuou 0,7%. O consumo do governo cresceu 0,7%.


.HEVEICULTURA

Na heveicultura a projeção também é positiva. Com relação a produção total as chuvas atípicas de maio, junho e julho deste ano devem colaborar para superarmos as expectativas e deve fecharmos acima das 185 mil toneladas (borracha seca) previstas pelo IBGE para 2015, um aumento de 6%.

 


. Com informações do Portal ebc.com.br e análise de Diogo Esperante

Edição: Diogo Esperante 

Diogo Esperante
Gerente de Projetos pós-graduado pela FEA-RP/USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo) atua no setor da Borracha Natural a 8 anos e atualmente integra como Analista de Mercado a Equipe de Gestão do Grupo Hevea Forte (heveaforte.com.br). Além de consultor, gerencia a propriedade familiar Fazenda Morada da Prata no interior de São Paulo e em Minas Gerais. Membro da Câmara Setorial da Borracha Natural Paulista, Diretor de Divulgação da APABOR, Diogo preside o Conselho Deliberativo da mesma instituição e escreve quinzenalmente neste espaço.